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Feira de São Mateus, Viseu

Feira de São Mateus / Feira Franca, Viseu

Feira de São Mateus, actualmente a mais antiga feira de toda a Península Ibérica, é uma feira franca com mais de 600 anos de história que se realiza na cidade de ViseuPortugal, e teve o seu início em 1392.

Feira de São Mateus, Logotipo

Feira de São Mateus, Logótipo

Feira de São Mateus, Viseu, A feira mais antiga da Península Ibérica

Feira de São Mateus, Viseu, A feira mais antiga da Península Ibérica

Ao longo dos anos esta feira tornou-se uma marca da cidade de Viseu. Durante cerca de um mês, a cidade acolhe dentro de si uma outra cidade com vida própria.

Os visitantes são aos milhares todos os dias e são oriundos de uma enorme diversidade de locais. Há visitantes do próprio distrito de Viseu, turistas, emigrantes, amigos (quer dos residentes quer da cidade em si), curiosos provenientes tanto de cidade portuguesas como do estrangeiro. Todos eles aproveitam este certame para conhecer a Feira de São Mateus e a lindíssima cidade de Viseu.

A Feira Franca (como também é conhecida por ali se comercializarem produtos sem acréscimo de impostos nacionais), ganhou uma fama muito grande e é conhecida principalmente pela sua enorme variedade de eventos, há diversão para toda a família, gastronomia, concertos, exposições, artesanato, e muitas experiências únicas.

 

Iluminação, Feira de São Mateus, Viseu

Iluminação, Feira de São Mateus, Viseu

Já em 2006 a Câmara Municipal de Viseu reivindica o reconhecimento do interesse público da Feira de São Mateus.

Actualidade

Presentemente, a Feira de São Mateus, é ponto obrigatório nas festividades em Portugal, ocupando uma área de 18 000 m² estando presentes centenas de expositores e feirantes representando todos os sectores de actividade, tendo já adquirido o estatuto de a mais antiga de toda a Península Ibérica. É de destacar também o aspecto cultural da feira, com a apresentação ao vivo de vários grupos e artistas, entre vários outros espectáculos e animação, durante a sua duração.
Este ano (2014) estão presentes cerca de 400 restaurantes, 280 expositores e mais de 60 espectáculos que se irão realizar ao longo de toda a feira.

Nos primeiros 3 dias a feira contou com mais de 60.000 visitantes que tiveram a oportunidade de encontrar uma feira com muitas novidades.

60 mil visitantes nos primeiros 3 dias da Feira de São Mateus 2014, Viseu

60 mil visitantes nos primeiros 3 dias da Feira de São Mateus 2014, Viseu

 

Novidades da Feira de São Mateus 2014

Para a programação e promoção da Feira de São Mateus dos próximos anos, o Município definiu três grandes objectivos: reconciliar a cidade dos viseenses com o certame; construir as memórias das novas gerações; atrair novos públicos, afirmando a Feira como um produto turístico autêntico e de qualidade.

“Os primeiros fundamentos da nova Feira são lançados este ano”, prometeu Almeida Henriques.

Uma ligação forte e assumida à cidade e ao Centro Histórico, que serão parte integrante da programação; a valorização da Cava de Viriato, que pela primeira vez terá um programa de visitas guiadas; a oferta de um espaço central de promoção de Viseu; a adopção do Dão como vinho oficial da Feira e a instalação durante o mês de Agosto do “Entre Aduelas”; a utilização do Orfeão de Viseu como segundo palco; o reforço das parcerias locais e nacionais para promoção da região; e uma nova estratégia de comunicação e marketing do evento são algumas das grandes novidades.

Este ano, a Feira de São Mateus recuperará ainda as tradições do fogo preso e do cinema na Feira e dedicará dias especiais ao Emigrante (16 de Agosto) e a Viriato (31 de Agosto).

Um espaço de promoção dos vinhos do Dão e uma mostra dos concelhos do Alto Paiva, Dão e Lafões funcionarão, nos meses de Agosto e Setembro, junto do espelho de água, valorizando a presença do rio Pavia no campo da Feira.

“Esta será, cada vez mais, uma feira da cidade-região. A Feira de São Mateus é de Viseu, mas é um certame de vocação regional e com dimensão nacional”, apontou Almeida Henriques.

O evento que este ano tem a sua 622ª realização lança, pela primeira vez, um grande mote à comunidade: “Nós gostamos de feirar”. Este será o slogan de lançamento do evento, que levará a feira para o coração da cidade e dos viseenses.

Mensagem, Feira de São Mateus 2014, Viseu

Mensagem, Feira de São Mateus 2014, Viseu

 

O tão aguardado cartaz da Feira de São Mateus este ano multiplica-se e surge com cinco grandes mensagens: “70 concertos espetaculares”, “50 eventos e exposições”, “9000 m2 de diversões”, “30 tascas e restaurantes” e ainda “35 Dão Sabores de Portugal”.

No palco principal, como é tradição, irão realizar-se inúmeros concertos e actuações de artistas como Xutos e Pontapés, Ana Moura, Tony Carreira, Blind Zero, Paulo Gonzo, João Pedro Pais e muitos outros que marcarão presença na Feira de São Mateus.

O Presidente da Câmara Municipal de Viseu adiantou ainda que a Feira de São Mateus de 2014 apresentará um novo serviço de entrada e acolhimento na Feira.

Pela primeira vez será usado um sistema mecânico de entrada, controlo e segurança e será disponibilizado um serviço profissional de acolhimento e informação ao visitante. “Ficaremos a saber, com rigor, quantos visitantes tem a feira, em que dias e por que portas”.

Na mesma ocasião, Almeida Henriques anunciou que será realizado, também pela primeira vez, um “estudo de impacto económico e comunicacional da Feira de São Mateus e da sua marca”, cuja coordenação caberá ao Instituto Politécnico de Viseu.

 

Abertura da Feira de São Mateus 2014 apresentado pela TVI:

Veja mais vídeos sobre a feira no canal oficial da Feira de São Mateus no Youtube, lá poderá ir vendo vídeos sobre a feira, excertos dos concertos e muito mais de tudo o que vai acontecendo.

 

Cartaz e Precário da Feira de São Mateus 2014

Tony Carreira é um dos nomes confirmados na 622ª edição da histórica Feira de Viseu. O artista atuará no sábado, dia 16 de Agosto de 2014. Outro nome de peso da música portuguesa tem atuação marcada para esta feira: os Xutos & Pontapés, que atuam na noite de sábado 23 de Agosto.

  • Dia 9 Agosto: Paulo Gonzo
  • Dia 10 Agosto: Somos Portugal – TVI
  • Dia 11 Agosto: Tranglomango
  • Dia 12 Agosto: Madame Luimosine/For Pete Sake
  • Dia 13 Agosto: Even Time/Grutera
  • Dia 14 Agosto: Fad’Out/Zé do Telhado/Tuna Académica Infantuna Cidade de Viseu
  • Dia 15 Agosto: João Pedro Pais
  • Dia 16 Agosto: Tony Carreira
  • Dia 17 Agosto: Blind Zero
  • Dia 18 Agosto: Grupo Vozes da Terra/Trio Porteño
  • Dia 19 Agosto: HI-FI/Miguel Araújo
  • Dia 20 Agosto: Grupo TZ Music/Cardo-Roxo
  • Dia 21 Agosto: Grupo de Trajes e Cantares de Cambra
  • Dia 22 Agosto: Iran Costa/Zé do Pipo
  • Dia 23 Agosto: Xutos e Pontapés
  • Dia 24 Agosto: Canários e as concertinas
  • Dia 25 Agosto: Rancho Folclórico Terras do Alto Paiva/Coro Mozart/Soul Richard
  • Dia 26 Agosto: Rock You Now/Lavoisier
  • Dia 27 Agosto: Fanfarra de Touro/Sopro/Grupo de Cantares da Cerdeira
  • Dia 28 Agosto: Ana Moura
  • Dia 29 Agosto: Banda Musical Progressiva de Vila Nova à Coelheira/Gala do Comércio
  • Dia 30 Agosto: Rita Guerra
  • Dia 31 Agosto: Santa Maria
  • Dia 1 Setembro: João Bota & Gang Band
  • Dia 2 Setembro: Birds Are Indie
  • Dia 3 Setembro: Soma e Segue
  • Dia 4 Setembro: Rancho ACREN
  • Dia 5 Setembro: Rancho Folclórico Danças e Vozes D’Aldeia
  • Dia 6 Setembro: Linda Martini
  • Dia 7 Setembro: Quim Barreiros
  • Dia 8 Setembro: Orquestra de Acordeãos de Viseu
  • Dia 9 Setembro: Republika/Madastra
  • Dia 10 Setembro: Lone Lisbonairs
  • Dia 11 Setembro: M.C.Tuna/Short Media
  • Dia 12 Setembro: Os Rouxinóis de Dão de Fagilde
  • Dia 13 Setembro: Emanuel
  • Dia 14 Setembro: Sons do Minho

 

Alguns concertos na Feira de São Mateus 2014, Viseu

Alguns concertos na Feira de São Mateus 2014, Viseu

Preço dos Bilhetes

Os preços dos bilhetes para a Feira de São Mateus 2014 são:

  • Bilhete Geral – 30€
  • Dia – 2,5€ (10, 15, 17, 24, 30, 31 Agosto, 6 e 7 Setembro, o conjunto destes 8 bilhetes pode ser comprado por 15€).
  • Dia – 5€ (9 e 28 Agosto e 13 Setembro, o conjunto destes 3 bilhetes pode ser comprado por 11€).
  • Dia – 7€ (16 e 23 Agosto)

Crianças com menos de 10 anos não pagam bilhete. Pode consultar no site da Feira de São Mateus 2014 o programa oficial na íntegra ou em pdf, com todas as actividades e horários.

 

Feira de São Mateus vai “sair da lógica da Beira Alta”

No início da 622.ª edição da Feira de São Mateus, Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, lança planos para o futuro da histórica feira franca. “Sair da lógica da Beira Alta” e abrir caminho aos jovens e produtores culturais são alguns dos objectivos do percurso que agora se inicia.

Veja a entrevista a Almeida Henriques no site do Jornal de Notícias.

 

 

Origens da Feira de São Mateus

A 16 de Junho de 1391, D. João I, acompanhado pela Rainha e pela sua Corte, saíram de Évora permanecendo em Viseu por cerca de ano e meio. Viseu foi uma das cidades mais fustigadas durante a guerra entre Portugal e Castela e, durante a estadia da Corte em Viseu, ocorreram dois factos importantes. O nascimento de D. Duarte, futuro sucessor do trono, e a reunião de Cortes De âmbito regional. Em homenagem a esses acontecimento, a 10 de Janeiro de 1392, D. João I instituiu a Feira Franca de Viseu, actual Feira de São Mateus.

Existem no entanto registos de a mesma ter sido fundada por D. Sancho I em 1188, como se pode ler nas Memórias em respeito à cidade de Viseu, escritas em 1876, pelo Cónego Francisco Manuel Correia.

A importância da feira, já nessa altura era de tal vulto, que se deslocavam para a visitar pessoas de remotas partes e Mouros vindos do reino de Granada.

No século XIX, a feira passou por um período de declínio, chegando mesmo a acabar em meados de 1916, vindo no entanto a ressurgir na década de 1920, permanecendo ininterrupta, até aos dias de hoje.

Informações adicionais sobre as feiras em geral

Uma feira é um evento em um local público em que as pessoas, em dias e épocas predeterminados, expõem e vendem mercadorias. Também é uma designação complementar dos cinco dias úteis da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feira e sexta-feira. Pode ser, ainda, uma exposição (comercial, industrial, cultural, tecnológica ou recreativa) ou um parque de diversões.

 

História

Não se sabe ao certo onde ou quando foi realizada a primeira feira na História. Existam fontes, entretanto, que permitem afirmar que, em 500 a.C., já se realizava essa atividade no Médio Oriente, nomeadamente na cidade-estado Fenícia de Tiro.

As referências a feiras na Antiguidade e na Idade Média aparecem correlacionadas a festividades religiosas e a dias santos. Nelas se reuniam mercadores de terras distantes, trazendo os seus produtos autóctones para troca por outros. A etimologia da palavra “feira” demonstra que a religião andou de mãos dadas com o comércio. A palavra latina feria, que significa “dia santo ou feriado”, é a palavra que deu origem à portuguesa “feira”, à espanhola feria e à inglesa fair.

Na Idade Média, com a crise do feudalismo a partir de fins do século XI, a afirmação das feiras medievais indica o momento em que ressurge o comércio na Europa, associando-se à afirmação do poder régio, à génese dos burgos e da burguesia enquanto classe social.

Desse modo, com a reabertura do Mar Mediterrâneo a partir das Cruzadas, os europeus puderam vivenciar um maior contacto com o Oriente, de onde chegavam mercadorias raras e exóticas (cravo,canela, pimenta, seda, perfumes, porcelana). Registrou-se, assim, o chamado Renascimento Comercial, de vez que esses produtos começaram a ser vendidos nas feiras que surgiam nas cidades que então “renasciam”. Foram chamadas de “burgos”, em virtude de seus muros fortificados, e os habitantes de “burgueses”, termo que posteriormente se aplicaria especificamente aos comerciantes enriquecidos com a sua prática.

Durante a realização das feiras medievais, interrompiam-se guerras; a paz era garantida para que os vendedores, dispostos lado a lado, pudessem trabalhar com segurança. Da mesma maneira, guardas vigiavam todo o perímetro do local do evento, de modo a evitar que algum desordeiro pudesse causar incómodos àqueles que por ali passavam e desejavam efectuar as suas compras. Os mercadores medievais realizavam as suas transações comerciais e intermediavam trocas numa actividade eminentemente itinerante.

A ocasião era aproveitada por saltimbancos e outros artistas de rua, que procuravam atrair a atenção e a generosidade da população que afluía a esses eventos, quer para comerciar, quer para simplesmente se distrair.

As feiras medievais instalavam-se em locais estratégicos, como povoações que se pretendiam desenvolver, ou o cruzamento de rotas comerciais. Algumas chegaram mesmo a ter abrangência internacional.

O renascimento do comércio tornou necessário o uso da moeda, prática que havia desaparecido quase que totalmente nos séculos anteriores. Nas feiras, que atraíam pessoas de vários lugares, havia uma grande variedade de moedas em circulação, o que desenvolveu os bancos e o câmbio.

As feiras em Portugal

O crescimento económico e demográfico dos séculos XII e XIII, no território que viria a constituir Portugal, permitiu a criação de excedentes, que eram objecto de escoamento nos mercados e feiras.

Com o crescimento populacional dos centros urbanos, o consumo aumentou, acentuando-se a dependência da vila face ao extenso termo.

As feiras foram uma das mais importantes instituições do período medieval em Portugal. Como no restante da Europa, as feiras portuguesas constituíram-se num espaço de encontro de produtores, consumidores e distribuidores, realizando-se em datas e locais fixados, ao mesmo tempo em que procuravam superar as dificuldades de comunicação. A sua importância económica é inquestionável, testemunhando-o a protecção dispensada às mesmas pelos sucessivos monarcas, que concediam privilégios, na vinda e na ida, aos mercadores que a elas concorressem.

Importa distinguir a feira – que tinha lugar anualmente, destinando-se ao comércio grossista e de grande distância -, do mercado, com uma ocorrência semanal ou mensal, voltado para o mercado retalhista. Além disso, quase todas as feiras se realizavam em épocas relacionadas com festas da igreja Católica e, no local onde se realizavam, existia uma paz especial, a chamada “paz da feira”, que proibia todos os actos de hostilidade, sob severas penas em caso de transgressão.

No território português, a feira mais antiga que se conhece é a de Ponte de Lima, instituída em 1125, seguida, ainda no século XII, pelas feiras de Melgaço e de Constantim de Panóias (concelho de Vila Real). Posteriormente, nos inícios do século XIII, foram instituídas as feiras de Vila Nova de Famalicão e Castelo Mendo (concelho de Almeida). A feira desta última encontra-se estipulada em sua Carta de Foral, passada por Sancho II de Portugal (1223-1248) em Vila do Touro, a 15 de Março de 1229, com indicação de que será realizada por oito dias, três vezes por ano: na Páscoa, no São João e no São Miguel. Todos os que a ela concorressem, tanto nacionais como estrangeiros, teriam segurança contra qualquer responsabilidade civil ou criminal que pesasse sobre eles.

A partir do reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279) multiplicou-se o número das feiras no reino e ampliaram-se as garantias e os privilégios jurídicos concedidos aos feirantes. As feiras deixariam de se confinar ao espaço a norte do rio Douro, ou próximo da fronteira do reino de Leão. Os principais centros urbanos do centro e sul ganhariam igualmente as suas feiras, sobretudo nos locais mais interiores, uma vez que o litoral se manteria alheado destes encontros por algum tempo. O fomento do comércio interno por meio da instituição de feiras, teve como consequência o aumento populacional de determinadas zonas até então pouco povoadas, para além de aumentar os rendimentos da Coroa. Entre os privilégios que mais favoreceram o desenvolvimento das feiras portuguesas destaca-se aquele que isentava os feirantes do pagamento de direitos fiscais, nomeadamente portagens e que caracterizava as chamadas “feiras francas”.

Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325) activou-se o impulso dado anteriormente. As regiões de Entre Douro e Minho, a Beira e até o Alentejo cobriram-se de feiras, nomeadamente “feiras francas”. Uma vez que as condições de circulação, os perigos dos caminhos, assim como as prisões por dívidas poderiam comprometer o sucesso das feira, tornou-se quase obrigatória nas cartas de feira a introdução da fórmula que todos aqueles que veerem a essa feyra per razom de vender ou de comprar sejam seguros d’ida e de vynda que nom sejam penhorados en meu reyno por nenhuua divyda que devam en aqueles dias en que durar essa feyra nem en dous dias que veerem primeyros des que sayr essa feyra senom por aquelas dividas que forem feytas em essa feyra.

A partir do reinado de D. Fernando (1357-1367), a situação começou a alterar-se, na medida em que as sucessivas guerras com o Reino de Castela prejudicaram grandemente o comércio ambulante. De seguida, a revolução de 1383-1385, teve como consequência um reforço da protecção real aos comerciantes das cidades e vilas em detrimento dos mercadores ambulantes.

Apesar de, em 1528, ter sido instituída uma “feira franca” em Vila Viçosa e, em 1576, na cidade do Porto, parece poder considerar-se o fim do século XV como o período de enfraquecimento da importância das feiras em Portugal. As cidades e as vilas, desenvolvendo-se e prosperando, serviam mais adequadamente os interesses e as necessidades económicas da comunidade do que as feiras. É natural que esse declínio se acentuasse no século XVI, quando Portugal brilhou como potência marítima e ultramarina, quando o grande comércio se concentrou definitivamente nas cidades portuárias do litoral. A partir do reinado de D. Manuel (1495-1521) as feiras entraram numa fase de decadência.

No século XVIII ainda se instituíram feiras. Em 1720, criou-se, no Porto, uma feira franca de fazendas e animais. Em 1776, durante o governo do Marquês de Pombal, realizou-se, em Oeiras, durante três dias, uma feira a que podemos chamar a primeira feira industrial portuguesa, com representação de todos os produtos da indústria nacional da época.

Apesar de todas as vicissitudes, algumas feiras tradicionais sobreviveram até os nossos dias, como é o caso da feira de Espinho, às segundas-feiras; da feira dos Carvalhos, às quartas; ou da feira da Senhora da Hora aos sábados.

Fontes:

Feira de São Mateus Website

Feira de São Mateus Página Oficial do Facebook

Feira de São Mateus Canal Oficial no Youtube

Câmara Municipal de Viseu

Wikipédia

Jornal de Notícias

 

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