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Seminário Maior, Viseu

Seminário Maior de Viseu

Este seminário, que está actualmente em funcionamento, foi, juntamente com a Igreja, um antigo convento dos Néris, onde é possível admirar as “Escadas Suspensas”.

O edifício do Seminário de Viseu, junto ao Jardim de Santa Cristina, alberga, na sua imponência, páginas marcantes da história da cidade de Viseu dos últimos séculos.

Originalmente construído para convento, para a Ordem de S. Francisco de Nery , sob a protecção dos altos dignitários da Igreja viseense, passou depois a seminário.

Extinto este com a intervenção do poder político do estado, passou ali a funcionar uma unidade militar.

Por fim, por intervenção especial de Oliveira Salazar, é de novo e definitivamente seminário.

Em 2006, o Seminário Maior de Viseu sofreu obras profundas de requalificação, feitas no respeito rigoroso para com a herança cultural deste edifício.

Seminário de Viseu - Portugal

Seminário de Viseu – Portugal

História Administrativa

Em 1586 e como resultado das disposições do Concílio de Trento, que em 1563 ordenou a criação dos seminários em todas as dioceses, D. Nuno de Noronha, bispo de Viseu, criou o Seminário de Viseu, no seu próprio palácio – o Paço dos Três Escalões. No ano seguinte deu-lhe os Estatutos.

Ali funcionou seis anos, mas, reconhecendo o mesmo prelado a necessidade de um edifício próprio resolveu construí-lo, tendo as obras sido iniciadas a 6 de Junho de 1593. No entanto, no tempo de D. Manuel Botelho Ribeiro (1630-1636) as obras ainda não estavam concluídas. Assim, o Seminário de Viseu funcionou primeiramente no Paço Episcopal da Sé e depois no edifício denominado Colégio, contíguo ao dito Paço.

Por motivo do incêndio, que no dia 14 de Julho de 1716 devorou parte do Paço Episcopal da Sé e do edifício do Colégio ou Seminário, foi necessário transferi-lo para os baixos do Paço de Fontelo. Após a reparação dos estragos que o incêndio causou, o Seminário voltou para o edifício do Colégio e ali se conservou até que, em 1824, se transferiu para o Convento dos Nerys, em Santa Cristina, onde tem funcionado até hoje.

Seminário Viseu 1909

Seminário Viseu 1909

 

 

Núcleo Museológico de Arte Sacra

Uma abordagem da arte sacra na Diocese de Viseu.

Instalado em imponente edifício (séc. XVIII-XIX), que foi Convento dos Néris, padres do Oratório da Congregação de S. Filipe de Néri. No interior: “Escadas Suspensas”, que uma original construção faz apoiar apenas no topo dos patamares, e o claustro, uma construção da segunda metade do séc. XVIII, estilo Barroco.
Reune as colecções de arte sacra do Seminário de Nossa Senhora da Esperança, do Seminário de São José de Viseu e do Paço Episcopal de Viseu. Destaca-se, também, o magnífico órgão (início do séc. XIX), colocado no topo da capela-mor, proveniente da Sé de Viseu.

Orgão do Seminário Viseu, arte sacra

Orgão do Seminário Viseu, arte sacra

Escadas Suspensas

Foram desmontadas e repostas por Serafim Lourenço Simões (“O construtor”), com êxito retumbante, em 1872 devido aos lanços das denominadas “Escadas Suspensas” do Seminário Diocesano (antiga Casa da Congregação do Oratório) que ameaçavam ruína eminente.

Para a reparação dessas escadas – consideradas pelos entendidos “a obra arquitectónica mais notável de Viseu, depois da abóbadas de nós e abóbada do coro alto da Catedral” – haviam sido chamados “artista pedreiros e outros entendedores, e até homens de ciência denominados Engenheiros”.
Perante a dificuldade da obra, ninguém se atreveu com ela. Apenas Serafim Simões teria o arrojo e o discernimento necessários para resolver o difícil problema como explica AJ aqui.

 

Fontes:

Eu Amo Viseu

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